segunda-feira, 2 de maio de 2011

Algumas considerações sobre a Morte de Osama e o terrorismo no mundo


1º - Ninguém matou mais gente no mundo que os EUA, por meio das suas intervenções militares, em sua maioria, questionáveis.
2º - O maior ato de terrorismo da história foi cometido pelos EUA, com as bombas atômicas em Hiroshima e Nagazak. Alvos “civis”. Milhares de “inocentes mortos”, entre eles: crianças, mulheres e idosos. Soma-se a esses, as gerações posteriores que morreram ou nasceram com imperfeições por causa da radiação.
3º - Bush ordenou a invasão do Iraque sob o argumento de que havia ali armas de destruição em massa. Nada foi encontrado. Naquele país, milhares de pessoas já morreram graças à invasão americana.
- Por tudo isso, para mim, são terroristas atacando terroristas, assassinos matando assassinos. Os americanos comemoram pateticamente a morte de Osama, assim como os islâmicos saíram às ruas por ocasião do 11 de setembro. Na minha opinião, entre a Al Qaeda e a Cia há apenas diferenças ideológicas.

Os EUA estão fazendo no Oriente Médio aquilo que sempre fizeram em várias partes do mundo: a aplicação da força para neutralizar a adversidade. Esta campanha covarde que vem destruindo o Iraque e matando diariamente milhares de civis inocentes só não é considerada um fiasco total porque eles agora têm petróleo. Assim, portanto, vejamos o histórico das intervenções militares (que teve início com o chamado Big Stick) daqueles que se autodenominam protetores do mundo:
A Guerra da Anexação, a partir de 1846, desencadeou a ocupação do Texas – área de 690.000 km2 pertencente ao México desde 1821 – e da Califórnia, com seus 411.012 km2, na costa do Pacífico, pelos americanos.
Em 1914, 23.000 marines estadunidenses desembarcaram em Tampico, no México, e apoderaram-se de oito milhões de dólares dos cofres da alfândega. Em 1916, intervieram na República Dominicana e lá permaneceram até 1924. Em 1963, voltaram a intervir naquele país. El Salvador foi invadido em 1921. Em Honduras, no ano de 1924. Em julho de 1915, com o propósito de querer ensinar democracia aos haitianos, voltaram àquele país onde permaneceram por 19 anos.
Entre os dias 6 e 8 de agosto de 1945, aviões da Força Aérea norte-americana (USAF) atacaram as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, utilizando armamento nuclear, provocando milhares de mortes no seio da população civil japonesa. Entre os anos de 1961 e 1975, os estadunidenses engajaram-se na Guerra do Vietnã como aliados dos sul-vietnamitas. Os norte-americanos perderam, além da guerra, 55 mil homens.
No ano de 1965, uma tropa composta por 35 mil fuzileiros e pára-quedistas desembarcaram em São Domingo (República Dominicana) para impedir a escalada comunista.
Em maio de 1954, aviões estadunidenses bombardearam as cidades de Porto Barrio e Porto São José, na Guatemala. Em 17 de abril de 1961, devidamente autorizada pelo presidente John Kennedy, a CIA organizou a invasão de Cuba pela Baía dos Porcos. Foram derrotados em menos de 72 horas.
A intervenção no Chile e a deposição do presidente Salvador Allende, em setembro de 1973.
Na data de 23 de outubro de 1983, os americanos bombardeiam posições sírias no Líbano.
Em 25 de outubro de 1983, cerca de 1.900 soldados americanos desembarcam na pequena ilha de Granada. No dia 15 de abril de 1986, os EUA bombardearam bases militares em Trípoli e Bengazi. Em 20 de dezembro de 1989, os EUA invadem o Panamá com 24.000 marines que se somaram aos 12.000 permanentemente estabelecidos naquele país.
Fizeram a “Tempestade no Deserto” (ataque aéreo durante a Guerra do Golfo) em 1991.
No ano de 1993, o presidente Bill Clinton ordena um ataque a instalações militares iraquianas. Em 1998, na África, bombardeios simultâneos são feitos contra uma base islâmica no Afeganistão e uma fábrica de remédios em Cartum, suspeita de produzir armas químicas.
Em 2001, atacam o Afeganistão para tentar encontrar os possíveis responsáveis pelos ataques às torres gêmeas. Agora destroem o Iraque por motivos contestáveis.
E o mais engraçado nessa história toda é que a mídia pró-EUA chama de terroristas aqueles que têm seu país invadido, que vêm suas casas serem destruídas, suas mulheres, seus pais e suas crianças serem mortos, e que contra isso usam das armas que têm para lutar pela soberania do seu país e para a proteção dos seus. E ainda assim somos obrigados a engolir, diariamente, a cultura americana através das telas da nossa televisão e das salas de cinema. A influência é tamanha que nas tradicionais festas juninas não se vê mais caipiras com chapéu de palha e calças remendadas, e sim cowboys com coletes de couro, botas bico fino e chapéu à John Wayne.
As invasões, sejam elas armadas ou culturais, são meios pelos quais os americanos acabam nos convencendo de que eles realmente são os “heróis do mundo” e que nós nada mais somos do que passivos e alienados súditos.